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O primeiro semestre de 2020 foi marcado por mudanças atípicas no mercado financeiro, causadas principalmente pelo avanço do corona vírus no mundo. Tal acontecimento desencadeou transformações que serão sentidas nos próximos anos.

Com a chegada da doença no país, no mês de março, as ações das empresas caíram drasticamente. A maior parte do vendaval, de aversão ao risco nas alturas, aconteceu entre os dias 9 e 18 de março.

Aqui no Brasil, entre apenas oito pregões, numa sequência inédita, o circuit breaker precisou ser acionado seis vezes na B3. Isso acontece quando o índice Ibovespa entra em queda livre de 10%, e os negócios são congelados para evitar a deterioração dos preços de ações.

Após esse evento, algumas empresas conseguiram resgatar seu valor de mercado e estão crescendo até mais que antes. Curioso, não é mesmo? O crescimento delas continua mesmo em tempo de crise. Somado a esse evento, em junho, a taxa selic caiu para 2,25% ao ano, o que deixa os investimentos em renda fixa não tão vantajosos como antes.

Diante desse cenário, quais foram os investimentos mais rentáveis do primeiro semestre de 2020?

Renda Fixa

Segundo dados da Economatica e Bloomberg, na renda fixa, o CDI teve variação de 1,74% no semestre, enquanto a poupança rendeu 1,20% no período. É válido lembrar, que com a queda da taxa selic, a poupança não é indicada para os investidores. Sendo assim, na renda fixa, os investimentos mais rentáveis foram os CDB de liquidez diária, LCI e LCA e Tesouro Direto. Normalmente indicados para valores que necessitam de liquidez rápida e/ou perfil de investidor conservador.

Renda Variável

Em um cenário como esse, onde a renda fixa não é mais lucrativa como já foi, a renda variável ganhou destaque entre os investidores. Com o aumento do dólar, o contrato de ouro negociado na Bolsa brasileira (de 250 gramas) disparou, dado que sua cotação incorpora a variação cambial.

Segundo Daiane Reis, assessora de investimentos do escritório Monte Bravo, o ouro é um ativo considerado livre de risco, um porto seguro para os investidores, e em momentos de crise como o atual, tende a se valorizar. Dentre os investimentos mais rentáveis neste primeiro semestre do ano na renda variável, se destacam:

● Itaú - ITUB4

● Bradesco - BBDC4

● Taesa - TAEE11

● Equatorial Energia - EQTL3

● Rumo - RAIL3

● Lojas Renner - LREN3

● Lojas Americanas - LAME4

● Magazine Luiza - MGLU3

● Grupo Guararapes - GUAR3

● Via Varejo - VVAR3

É válido lembrar que os investimentos em renda variável envolvem riscos, por isso é fundamental utilizar estratégias para amenizá-los. Além disso, essa lista não é uma indicação de rentabilidade no futuro, pois o mercado é volátil.

 
 

De acordo com o site InfoMoney, a taxa de juro real próxima de zero no Brasil poderá trazer uma mudança inédita para as empresas brasileiras. Essa realidade abre espaço para que o mercado de capitais supere o mercado bancário para empresas nos próximos anos.

Pela primeira vez na história, existe a possibilidade real de o mercado de capitais brasileiro emergir como melhor opção para a composição de caixa e investimento pelas companhias. Ou seja, deixará de lado o tradicional crédito bancário, que sempre foi a primeira ou única alternativa.

Ainda de acordo com a matéria, algumas empresas já captaram quase R$ 8 bilhões na Bolsa em meio à pandemia. Apenas a Via Varejo fez uma oferta de R$ 4,4 bilhões. Isso significa que os investidores estão se habituando a novas opções de investimento e o atual nível de taxa de juro promete empurrar um contingente ainda maior de interessados na diversificação.

Além disso, espera-se que as empresas com dificuldades de acessar o crédito bancário sejam as próximas a adentrar o mercado de capitais. Uma mudança relevante para a economia brasileira.

Mas o que é Mercado de Capitais?

O mercado de capitais é um mecanismo de distribuição de valores mobiliários, que tem o objetivo de gerar liquidez aos títulos emitidos pelas empresas e viabilizar o seu processo de capitalização.

Isso quer dizer que o objetivo é direcionar os recursos financeiros da sociedade (poupança) para o comércio, a indústria e outras atividades econômicas, assim remunerando melhor o investidor e contribuindo para o desenvolvimento econômico do país.

Como o Mercado de Capitais se estrutura?

Ações: são títulos emitidos por sociedades anônimas, que representam a menor fração do capital da empresa emitente. O investidor em ações é um coproprietário da sociedade anônima da qual é acionista, participando assim dos seus resultados, como a distribuição de lucros via dividendos.

As ações podem ser:

● ordinárias - o acionista tem direito de voto em assembleias

● preferenciais - o acionista recebe dividendos (percentual de participação nos resultados da empresa).

Debêntures: são títulos emitidos também por sociedades anônimas. Seus recursos são destinados principalmente para capital fixo das empresas e são remunerados em juros, participações nos lucros, etc. As debêntures são títulos de longo prazo.

Recentemente, no mês de maio, houve a emissão de debêntures no valor de R$800 milhões da empresa de logística Rumo. Esse movimento mudou o paradigma do mercado de crédito pós pandemia e desde então, grandes empresas abertas podem ser beneficiadas com prazos mais longos e taxas aceitáveis.

Com medidas conjuntas do Banco Central (liquidez) e da Comissão de Valores Mobiliários (regras), os bancos conseguem comprar emissões e, logo depois, recolocá-las no mercado secundário (parte do mercado de capitais dedicada à compra e venda de valores).

A projeção é de que em junho as operações de varejo alcancem R$4,2 bilhões e mais de R$1 bilhão em julho. Com essa perspectiva de crescimento, para o investidor, os títulos novos estão mais atrativos do que aquilo que já estava disponível no mercado secundário.

Commercial Papers: são notas promissórias de curto prazo, utilizados pelas empresas para financiar seu capital de giro.

Opções sobre ações: são direitos de compra e venda de ações negociados com preço (preço de exercício) e prazo (data de vencimento) preestabelecidos. Este mercado é utilizado pelos investidores como uma forma de proteger suas ações contra possíveis perdas devido ao sobe e desce da Bolsa de Valores.

 
 

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) reduziu nesta quarta-feira (17) pela 8ª vez consecutiva a taxa básica de juros da economia brasileira em 0,75 pontos percentuais, o que resultou de 3% para 2,25% ao ano. A decisão do Copom foi tomada em um momento de forte redução do nível de atividade da economia mundial em razão da pandemia do coronavírus, o que tem impactado os índices de inflação.


Por que a taxa Selic varia?

A taxa Selic varia em duas ocasiões específicas:

Ao aumentar a Selic, o objetivo é desacelerar a economia, impedindo que a inflação fique muito alta;

E, ao baixar a Selic, o objetivo é estimular o consumo e aquecer a economia, aumentando a inflação quando essa está abaixo da meta.

É válido lembrar que a inflação não é necessariamente ruim. Quando está controlada, é um sinal de que a economia está aquecida e crescendo de forma saudável. Por esse motivo, todo país possui uma meta de inflação a ser alcançada no ano, que indica crescimento e bom andamento da economia.

E agora?

A menor taxa da história trouxe alguns alertas para quem não quer perder dinheiro. O primeiro deles é que é hora de renegociar as dívidas. Os bancos precisam baixar as taxas de juros dos financiamentos e o ideal é que essas taxas estejam em até 5% ao ano.

Um segundo alerta é para quem tem aplicações financeiras na caderneta de poupança e nos investimentos em renda fixa, Tesouro Direto, por exemplo. Esses investimentos renderão menos daqui pra frente e no caso da poupança, terá rentabilidade negativa, considerando o conceito de taxa real. A sugestão é que se invista em rendas variáveis com mais afinco por conta da rentabilidade, apesar do risco.

Para as empresas que buscam montante para reforçar o caixa no momento atual é uma oportunidade a ser considerada. Com a Selic em baixa, a tendência é que as taxas de juros em geral diminuam e fiquem próximas deste patamar – na prática, o crédito pode ficar mais acessível, com taxas mais baixas.

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